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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2012

Crítica: Cloud Atlas - A Viagem

 
Título original: Cloud Atlas
De: Tom Tykwer, Andy Wachowski, Lana Wachowski
Género: Drama | Classificação: M/12
Com: Tom Hanks, Halle Berry, Jim Broadbent, Hugo Weaving
 
Sinopse: Baseado no best-seller de David Mitchell, nesta história as personagens conhecem-se e voltam a reunir-se de uma vida para a próxima. Nascem e renascem. As ações e escolhas individuais têm consequências e impactos entre si no passado, presente e futuro distante. Uma alma é moldada de assassino a herói, e um simples ato de bondade tem repercussões ao longo de séculos, tornando-se na inspiração de uma revolução.
 
 
CRÍTICA segundo o site C7nema :
 
A primeira grande questão que se coloca a propósito de “Cloud Atlas” é se os autores de dois dos melhores argumentos da história recente do cinema (“Matrix” e “V de Vingança”) ainda estão operacionais depois do passo em falso de “Speed Racer”. Uma segunda pergunta, mais prosaica, é se vale a pena continuar dentro do cinema depois de uma hora em que não se percebe quase nada do que está a acontecer.
 
 
Antes de mais, não surpreende o gosto dos irmãos (aqui acompanhados por Tom Tykwer) pelo complexo romance homónimo de David Mitchell, que reúne seis histórias e cujas cinco primeiras são interrompidas num momento chave para só serem esclarecidas no último capítulo. Escrever e filmar histórias intrincadas sempre foi com eles. Não cabe aqui descrevê-las, tirando ao espectador o gosto pela descoberta. Basta dizer que as personagens, apresentadas com a velocidade de uma Uzi semi-automática, atuam em tempos e cenários diversos. Estes vão desde uma viagem no Pacífico dos áureos tempos das navegações exploratórias inglesas (século XIX) até um futuro pós-apocalíptico não muito radioso em Seul – com passagens pela Polinésia primitiva (e pós-apocalíptica!), pela Inglaterra da década de 1930 e pelos Estados Unidos em dois momentos: século XIX e década de 1970.
 
Mas se no livro é possível fazer as pausas que o leitor julgar convenientes, aqui não há espaço para meditações até que a apresentação das histórias vá cedendo lugar a um refrescante período em que a ação pura e dura começa a tomar conta do filme – e, finalmente, as peças do puzzle começam a encaixar. Para dificultar, os atores que interpretam as diferentes personagens são os mesmos em todas as histórias.
 
 
Não deixa de ser fantástico o arrojo do projeto como um todo, que ainda se tente em fazer cinema assim – inteligente, exigente, cheio de conteúdo e que deixe o espectador, no final, entre o petrificado e o perplexo – ainda bastante indeciso quanto aquilo que acabou de ver. “Cloud Atlas” consegue se fazer acompanhar de um sentimento de inquietação e deslumbre durante todo o filme. Por outro lado, não é muito certo que o argumento tenha feito as melhores opções: ao disparar de rajada seis (!) histórias distantes no tempo e no espaço, sem possibilitar a quem vê o tempo para digeri-las, o filme arrisca-se a perder completamente o interesse do espectador. 
 
Em termos temáticos explora-se a questão do efeito-borboleta (como em “Mr Nobody”, por exemplo, recentemente lançado por cá), onde o futuro é consequência das pequenas escolhas que fazemos; junta-se a isso o tema do amor romântico e uma mistela pseudo-mística e tem-se uma amostra parcial do que se aborda no filme.
 
Porque o melhor está na abordagem dos temas políticos à “Matrix”, com as suas conspirações, ditaduras sinistras e grupos de resistência, território onde os Wachowski parecem como peixe na água. É aqui, especialmente no trecho ligado a Seul futurista, que a obra atinge seu ponto alto, aliando o tema a um visual assombroso e a magníficas sequências de ação. 
 
 
Respondendo a questões colocadas no início, os Wachowski estão “alive and kicking”, como dizia a música dos Simple Minds. O cômputo geral desta “mistela” narrativa é um espetáculo atordoante e visualmente irrepreensível. Em segundo lugar, se estas histórias tivessem sido abordadas e intercaladas de uma forma mais linear, perguntar se vale a pena permanecer no cinema após o início seria uma questão desnecessária. Mas também há bom remédio: é um filme que vale a pena rever.
 
O Melhor: o arrojo monumental do projeto; a história passada na Seul do futuro.
O Pior: um argumento demasiado obtuso que dificulta o seguimento do filme.

 

Nota 8/10


Crítica de Roni Nunes

 

publicado por Moda Masculina & LifeStyle às 22:33
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